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Seu olhar

Quem me dera pudesse olhar
Teus olhos novamente
Contemplar o brilho deles
Como fogo incandescente.
Então seria eu outra vez feliz
Outra vez contente.
E para mim nada existiria
Se não seu olhar eternamente.

Vanessa de Camargo Machado

 

Terra do Nunca

Onde será, onde estará a Terra do Nunca?
Terra de sonho onde somos crianças.
Queria eu poder encontrá-la,
Mas ainda não perdi a esperança.
Quando em sono entro em devaneio,
Para lá eu vou num segundo e meio.
Esqueço-me de mim, sou eu pueril,
Naquela terra do belo não há o feio.
E neste sonho de alma pura e infantil,
Eu meço apenas um metro e meio.

Vanessa de Camargo Machado

Reflexão

Eis que os montes escondem o Sol
E a noite desponta no horizonte
Minha alma vaga silenciosamente
Sonhando em cores de sol poente.

Luzes de estrelas brilham de monte,
Amanhã verei novamente o sol.
Assim minha alma outrora descontente
Encontrará a paz da luz eminente.

Até a tristeza cansa de ser triste
E a angústia de ser deprimente,
Após com lágrimas lavar o espírito
Sinto renovo em meu ser vivente.

Andando vagueio, mas não perdido,
E tudo que ainda não tem sentido
Amanhã será logo esclarecido.

O que era já se foi da minha mente
E o que me espera será bem vindo,
Pois não tenho medo do desconhecido
E viver é aprender constantemente.

Vanessa de Camargo Machado

Vermelho

As águas do rio verde
Banham as margens da cidade velha,
Bela, Amarela, cheia de viela

As águas do rio verde
Banham as margens das idéias,
Dispersas, às pressas, adversas.

As águas do rio verde
Banham as margens da alma
Declama, Clama, Ama!

William André Sávio Bonifácio

Até o Fim!  

Mesmo caminhando torto
No compasso ao avesso
Atrapalhado e desajeitado
Vou continuar o passo
Vou caminhar até descompasso.

Mesmo não rimando
Nem mesmo musicalizando,
Passando nos mesmos castelos,
Conhecendo conhecidos, velhos elos,
Outrora outras auroras, dilúculos.

Vou indo.

William André Sávio Bonifácio.

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Alunos

E não direi Adeus

Pode a terra ao Sol que brilha
Em primavera estar,
O verde em flor e o rio em trilha
As águas ouvir cantar.

Ou lá talvez em noites claras,
As folhas nos cabelos,
Estrelas vespertinas jóias raras
Exibam seus apelos.

Embora aqui eu jornada siga
E tu escuridão me aflijas,
Além das altas torres ainda
E das montanhas acima,
Além das sombras vai o Sol.

E estrelas há nos céus
E além de tudo há um Deus.
E não direi que pereci
E que não há esperança,
E não direi adeus.

Eis que ainda é dia
E cai a luz vespertina
Sobre a alma minha,
E não direi morreu o Sol
E não direi adeus.

Vanessa de Camargo Machado

 

 

Neste espaço, Vitor Fernandes apresenta uma visão lírica do mundo, representada pelos textos das pessoas com as quais trilha, ou já trilhou, o seu caminho.

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